terça-feira, 29 de abril de 2008

A moda nos anos 30


Continuando a nossa série, hoje o assunto é moda nos anos 30. Após uma década de alegria, veio a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas perderam seus empregos. Normalmente, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias.
As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer, os vestidos eram justos e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, bastante usado na época. Pela crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram essa década, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns acreditam que a evolução dos trajes de banho foi a grande inspiração para as roupas decotadas.
A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura.
A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva. O visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, da atriz Greta Garbo(foto) foi muito imitado pelas mulheres. Inclusive, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes.
Alguns modelos novos de roupas surgiram com a popularização da prática de esportes, como o short, que surgiu a partir do uso da bicicleta. Os estilistas também criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros.
Em 1935, um dos principais criadores de sapatos, o italiano Salvatore Ferragamo, lançou sua marca, que viria se transformar em um dos impérios do luxo italiano. Mas com a crise, ele passou a utilizar materiais mais baratos.
Coco Chanel continuava sendo sucesso, assim como Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin. A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.
Assim como o corpo feminino voltou a ser valorizado, os seios também voltaram a ter forma. A mulher então recorreu ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. As formas eram marcadas, porém naturais.
Seguindo a linha clássica, tudo o que era simples e harmonioso passou a ser valorizado, sempre de forma natural.
O surgimento de novos materiais, como a baquelita, uma espécie de plástico maleável, aliada ao novo conceito de modernidade, relacionada à aerodinâmica, fez surgir um novo design. A baquelita também foi amplamente utilizada para a fabricação de jóias leves, inspiradas em temas do momento.
Nessa época, o termo prêt-à-porter ainda não era usado, mas os passos para o seu surgimento eram dados pela butique, palavra então muito utilizada que significava "já pronto". Nas butiques surgiram os primeiros produtos em série assinados pelas grandes maisons.
No final dos anos 30, com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, as roupas já apresentavam uma linha militar, assim como algumas peças já se preparavam para dias difíceis, como as saias, que já vinham com uma abertura lateral, para facilitar o uso de bicicletas.
Muitos estilistas fecharam suas maisons ou se mudaram da França para outros países. A guerra viria transformar a forma de se vestir e o comportamento de uma época...

Adaptado de: almanaque.folha.uol.com.br

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A moda nos anos 20


Pra começar a série de posts sobre a história da moda, vamos embarcar no universo dos anos 20, a era do Jazz e do charme das melindrosas.
A sociedade dos anos 20, frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, e as mulheres copiavam as roupas e o comportamento das atrizes famosas (hábito que é utilizado até hoje, convenhamos).
Livre dos espartilhos, usados até o final do século XIX, a mulher começava a ter mais liberdade, a ser mais ousada, e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquiagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração, os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis, e a pele era branca, acentuando os tons escuros da maquiagem.
A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne".
A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um verdadeiro escândalo aos mais conservadores...
A década de 20 foi da estilista Coco Chanel (foto), com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Chanel lançou moda, uma atrás da outra, sempre com muito sucesso durante a década de 20. Outro nome importante foi Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", e revolucionou a moda praia.
Os anos 20 marcaram a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precendentes, constituindo uma das bases do "american way of life".
Toda a euforia dos "felizes e prósperos anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.

Adaptado de: almanaque.folha.uol.com.br

Um pouco de história

Olá :D
Bem , hoje começaremos uma série de posts sobre a história da moda, a partir dos anos 20.
Espero que gostem. ;)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Start now!

Moda:

1. Uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo e segundo o gosto, o meio social ou a região. 2. Uso passageiro que regula a forma de vertir, etc. 3. Maneira, modo. 4. Modinha.


Segundo nosso querido companheiro "Vovô Aurélio" (hehehe), essa é a definição para moda. Maas, para nós, moda é muito mais que isso.

Alguns podem dizer que moda é coisa de pessoas fúteis, ou que quem segue a moda não tem estilo próprio e que precisa "copiar" das passarelas para se vestir melhor. Mas, moda não é só isso, é usar aquilo que está na passarela, mas da sua maneira, adaptando ao seu gosto, ao seu corpo, ao seu dia-a-dia, usando aquilo que lhe cai bem e que lhe agrada.
Ela é feita por todos, diariamente, não só exclusivamente por um estilista, moda não é só o que vemos nas passarelas.
A moda faz parte de cada um de nós, do nosso mundo, da nossa maneira de ver as coisas que estão ao nosso redor.
Ela não é só o que vestimos, é a parte de nós que o mundo vê, é aquilo que representamos, e é muito mais do que peças de roupa, ou acessórios. Moda é estilo, é maneira de agir e pensar. Moda é identidade.