sábado, 19 de julho de 2008

A moda nos anos 50

Com o fim da guerra (que levou as mulheres a ocuparem os lugares dos homens nos postos de trabalho, o que 'brutalizou' a forma de se vestir), houve a volta da feminilidade. Estilistas e marcas voltam a focar suas criações na mulher feminina. A mulher dos anos 50 se tornou mais glamourosa. O new look de Christian Dior, surgido em 1947, ganhava o mundo. Os vestidos eram feitos com muito tecido, eram amplos, descendo até os tornozelos, e com cintura bem marcada. Nos pés, sapatos de salto alto. Luvas e acessórios como peles e jóias completavam o visual das mais chiques.
Por conta dessa busca pela elegância e pela mulher feminina, os anos 50 viram surgir a indústria dos produtos de beleza.
Blusa frente-única, tomara-que-caia, calças corsário, capri e cigarrete, entre outras peças, nasceram nos anos 50.
Essa década foi o momento de concretização de grandes estilistas e grifes. Hubert de Givenchy, Chanel, Dior, Cristobal Balenciaga, Pierre Balmain, Madame Grès, Jeanne Paquin, Robert Piguet, Jacques Fath, Jean Desses, entre outros. Foi também a época da invasão da alta-costura de Paris em todo o mundo.
Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, Grace Kelly, Rita Hayworth e Ava Gardner eram símbolos de estilo, beleza e sensualidade.
Mas os anos 50 não foram apenas de glamour e feminilidade. A década que viu o rock'n'roll nascer também abrigou garotos vestidos em jeans e couro e meninas usando calças cigarrete, sapatos baixos, óculos escuros, e lenços.


Adaptado de: Terra - Moda

sábado, 17 de maio de 2008

A moda nos anos 40

Bem, depois de alguns dias de ausência, voltamos à nossa série de posts sobre a história da moda...
Em 1940, a Segunda Guerra Mundial já havia começado na Europa. A cidade de Paris, ocupada pelos alemães em junho do mesmo ano, já não contava com todos os grandes nomes da alta-costura e suas maisons. Muitos estilistas se mudaram, fecharam suas casas ou mesmo as levaram para outros países.
A Alemanha ainda tentou destruir a indústria francesa de costura, levando as maisons parisienses para Berlim e Viena, mas não teve êxito. O estilista francês Lucien Lelong, então presidente da câmara sindical, teve um papel importante nesse período ao preparar um relatório defendendo a permanência das maisons no país. Durante a guerra, 92 ateliês continuaram abertos em Paris.
Apesar das regras de racionamento, impostas pelo governo, que também limitava a quantidade de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação das roupas, a moda sobreviveu à guerra.
A silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, perdurou até o final dos conflitos. A mulher francesa era magra e as suas roupas e sapatos ficaram mais pesados e sérios.
A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose, o raiom e as fibras sintéticas. Mesmo depois da guerra, essas habilidades continuaram sendo muito importantes para a consumidora média que queria estar na moda, mas não tinha recursos para isso.
Na Grã-Bretanha, o "Fashion Group of Great Britain", comandado por Molyneux, criou 32 peças de vestuário para serem produzidas em massa. A intenção era criar roupas mais atraentes, apesar das restrições.
O corte era reto e masculino, ainda em estilo militar. As jaquetas e abrigos tinham ombros acolchoados angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes, como o "tweed", muito usado na época.
As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram populares.
O náilon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte de trás, imitando as costuras.
Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. Com a dificuldade em encontrar cabeleireiros, os grampos eram usados para prendê-los e formar cachos. Os lenços também foram muitos usados nessa época.
A maquiagem era improvisada com elementos caseiros. Alguns fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na indústria bélica.
A simplicidade a que a mulher estava submetida talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus, que eram muito criativos. Nesse período surgiram muitos modelos e adornos. Alguns eram grandes, com flores e véus; e outros, menores, de feltro, em estilo militar.
Durante a guerra, a alta-costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar os salões das grandes maisons.
Alguns estilistas abriram novos ateliês em Paris durante a guerra, como Jacques Fath (1912-1954), Nina Ricci (1883-1970) e Marcel Rochas (1902-1955). Alix Grès (1903-1993) chegou a ter seu ateliê fechado logo após a inauguração, em 1941, pelos alemães, por ter apresentado vestidos nas cores da bandeira francesa.
Outro estilista importante foi o inglês Charles James (1906-1978), que, no período de 1940 a 1947, em Nova York, criou seus mais belos modelos. Chegou a antecipar, em alguns, o que viria a ser o "New Look", de Christian Dior.
Durante a guerra, o chamado "ready-to-wear" (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala, realmente se desenvolveu. Através dos catálogos de venda por correspondência com os últimos modelos, os pedidos podiam ser feitos de qualquer lugar e entregues em 24 horas pelos fabricantes.
Sem dúvida, o isolamento de Paris fez com que os americanos se sentissem mais livres para inventar sua própria moda. Nesse contexto, foram criados os conjuntos, cujas peças podiam ser combinadas entre si, permitindo que as mulheres pudessem misturar as peças e criar novos modelos.
A partir daí, um grupo de mulheres lançou os fundamentos do "sportswear" americano. Com isso, o "ready-to-wear", depois chamado de "prêt-à-porter" pelos franceses, que até então havia sido uma espécie de estepe para tempos difíceis, se transformou numa forma prática, moderna e elegante de se vestir.
Com a falta de materiais em quase todos os setores e em todos os países envolvidos nos conflitos, novos materiais foram desenvolvidos e utilizados para a produção de objetos e móveis.
Com a libertação de Paris, em 1944, a alegria invadiu as ruas, assim como os ritmos do jazz e as meias de náilon americanas, trazidas pelos soldados, que levaram de volta para suas mulheres o perfume Chanel nº 5.
Em 1945, foi criada uma exposição de moda, com a intenção de angariar fundos e confirmar a força e o talento da costura parisiense. Como não havia material suficiente para a produção de modelos luxuosos, a solução foi vestir pequenas bonecas, moldadas com fio de ferro e cabeças de gesso, com trajes criados por todos os grandes nomes da alta-costura francesa.
Importantes artistas, como Christian Bérard e Jean Cocteau participaram da produção da exposição, composta por 13 cenários e 237 bonecas, devidamente vestidas, da roupa esporte ao vestido de baile, com todos os acessórios, lingeries, chapéus, peles e sapatos, tudo feito manualmente, idênticos, em acabamento e luxo, aos de tamanho natural.
No dia 27 de março de 1945, "Le Théatre de la Mode" (O Teatro da Moda) encantou seus convidados em Paris. Mais de 200 mil franceses visitaram a exposição, que seguiu para vários países, como Espanha, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos, sempre com muito sucesso.
No pós-guerra, o curso natural da moda seria a simplicidade e a praticidade, características da moda lançada por Chanel anteriormente. Entretanto, o francês Christian Dior, em sua primeira coleção, apresentada em 1947, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos.
O sucesso imediato do seu "New Look", como a coleção ficou conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos.
Dior estava imortalizado com o seu "New Look" jovem e alegre. Era a visão da mulher extremamente feminina, que iria ser o padrão dos anos 50.

Adaptado de: almanaque.folha.uol.com.br


terça-feira, 29 de abril de 2008

A moda nos anos 30


Continuando a nossa série, hoje o assunto é moda nos anos 30. Após uma década de alegria, veio a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas perderam seus empregos. Normalmente, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias.
As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer, os vestidos eram justos e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, bastante usado na época. Pela crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram essa década, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns acreditam que a evolução dos trajes de banho foi a grande inspiração para as roupas decotadas.
A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura.
A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva. O visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, da atriz Greta Garbo(foto) foi muito imitado pelas mulheres. Inclusive, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes.
Alguns modelos novos de roupas surgiram com a popularização da prática de esportes, como o short, que surgiu a partir do uso da bicicleta. Os estilistas também criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros.
Em 1935, um dos principais criadores de sapatos, o italiano Salvatore Ferragamo, lançou sua marca, que viria se transformar em um dos impérios do luxo italiano. Mas com a crise, ele passou a utilizar materiais mais baratos.
Coco Chanel continuava sendo sucesso, assim como Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin. A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.
Assim como o corpo feminino voltou a ser valorizado, os seios também voltaram a ter forma. A mulher então recorreu ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. As formas eram marcadas, porém naturais.
Seguindo a linha clássica, tudo o que era simples e harmonioso passou a ser valorizado, sempre de forma natural.
O surgimento de novos materiais, como a baquelita, uma espécie de plástico maleável, aliada ao novo conceito de modernidade, relacionada à aerodinâmica, fez surgir um novo design. A baquelita também foi amplamente utilizada para a fabricação de jóias leves, inspiradas em temas do momento.
Nessa época, o termo prêt-à-porter ainda não era usado, mas os passos para o seu surgimento eram dados pela butique, palavra então muito utilizada que significava "já pronto". Nas butiques surgiram os primeiros produtos em série assinados pelas grandes maisons.
No final dos anos 30, com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, as roupas já apresentavam uma linha militar, assim como algumas peças já se preparavam para dias difíceis, como as saias, que já vinham com uma abertura lateral, para facilitar o uso de bicicletas.
Muitos estilistas fecharam suas maisons ou se mudaram da França para outros países. A guerra viria transformar a forma de se vestir e o comportamento de uma época...

Adaptado de: almanaque.folha.uol.com.br

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A moda nos anos 20


Pra começar a série de posts sobre a história da moda, vamos embarcar no universo dos anos 20, a era do Jazz e do charme das melindrosas.
A sociedade dos anos 20, frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, e as mulheres copiavam as roupas e o comportamento das atrizes famosas (hábito que é utilizado até hoje, convenhamos).
Livre dos espartilhos, usados até o final do século XIX, a mulher começava a ter mais liberdade, a ser mais ousada, e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquiagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração, os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis, e a pele era branca, acentuando os tons escuros da maquiagem.
A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne".
A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um verdadeiro escândalo aos mais conservadores...
A década de 20 foi da estilista Coco Chanel (foto), com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Chanel lançou moda, uma atrás da outra, sempre com muito sucesso durante a década de 20. Outro nome importante foi Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", e revolucionou a moda praia.
Os anos 20 marcaram a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precendentes, constituindo uma das bases do "american way of life".
Toda a euforia dos "felizes e prósperos anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.

Adaptado de: almanaque.folha.uol.com.br

Um pouco de história

Olá :D
Bem , hoje começaremos uma série de posts sobre a história da moda, a partir dos anos 20.
Espero que gostem. ;)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Start now!

Moda:

1. Uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo e segundo o gosto, o meio social ou a região. 2. Uso passageiro que regula a forma de vertir, etc. 3. Maneira, modo. 4. Modinha.


Segundo nosso querido companheiro "Vovô Aurélio" (hehehe), essa é a definição para moda. Maas, para nós, moda é muito mais que isso.

Alguns podem dizer que moda é coisa de pessoas fúteis, ou que quem segue a moda não tem estilo próprio e que precisa "copiar" das passarelas para se vestir melhor. Mas, moda não é só isso, é usar aquilo que está na passarela, mas da sua maneira, adaptando ao seu gosto, ao seu corpo, ao seu dia-a-dia, usando aquilo que lhe cai bem e que lhe agrada.
Ela é feita por todos, diariamente, não só exclusivamente por um estilista, moda não é só o que vemos nas passarelas.
A moda faz parte de cada um de nós, do nosso mundo, da nossa maneira de ver as coisas que estão ao nosso redor.
Ela não é só o que vestimos, é a parte de nós que o mundo vê, é aquilo que representamos, e é muito mais do que peças de roupa, ou acessórios. Moda é estilo, é maneira de agir e pensar. Moda é identidade.